Doce recanto

Ó doce recanto de lares e vales
Onde ao leste se aponta a estrela maior
E ao colocar meu fiel companheiro sobre minha cabeça
Nem a tal estrela maior ousa em queimar as palhas
Transadas por mãos suaves
Unidos a um sereno canto

Ó doce recanto de lares e vales
Onde a beleza transparece
O céu se resplandece
Onde a flor realmente floresce
E a pureza prevalece
Em um cordial canto dos pássaros
Se forma a melodia jogada ao relento
Ouça quem queira

Ó doce recanto de lares e vales
Onde o prazer é a monotomia de ser feliz
E que nem a poeira da estrada
Ofusca o ar que rejuvelhece
Nem a tal estrela maior que agora cai para o oeste me entristece
O alaranjado no horizonte se forma
Volto ao meu recanto
Na certeza de que no amanhã, se Deus quiser
Vivenciarei novamente o simples que há por aqui

Meu fiel companheiro agora jaz sobre a mesa
Meus joelhos calejados dobram à oração
“Como é triste a dor do viver, distante do saber”
Recolho-me e adormeço.

Alan Batista

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