Admirável erro

Não há sentido, rumo, estrada
Só existem pedras arremessadas em meu peito,
O mundo contra eu e meus pensamentos,
Minha cabeça gira em busca de uma rota,
Não há bússola, não há norte, não há caminho.

INJUSTO! Não, isto seria injusto.
NÃO FAÇA! Não, simplesmente já fiz.
Não volto, não espere, não lhe amo.

Grita meu peito e meu controle já não é meu,
A vida se torna uma ferida,
Ferida aberta provida dos cacos que já estão no chão,
Não me encontro, não me vejo.

Cicatriz incurável!
E nossos planos? Nossos sonhos? Nossos filhos?
Outra sintonia, outra frequência… Outro amor.
Vá, mas volte.
Foi, incerto, duvidoso, mas feliz.

Dois corpos não ocupam o mesmo espaço,
Sim, dois corações não ocupam sentimentos diferentes.
Frieza, dor. Arrependimento? Procure.
“É um amor”. Tolice.
Esquecimento.
É mais fácil machucar ou fazer sorrir?
Ora, por que o mais difícil não prevalece?

Não há, não existe, não tem.
O vinho posto para fora do corpo,
O passado martirizando o presente, futuro.
O amor entalado, o ômega evidente.

O que tu faz?
Vá mas permaneça em si.
E os sonhos?
Aceite.
E o amor?
Esqueça. Como assim a fez.

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