De repente

Sou livre. Meu espírito está atrás de meus sonhos, e eles nada têm haver com o que vivo agora. São planos maiores. Não quero me prender a nada, nem ninguém. Quero ter asas para voar, cabelos para sentir o vento e pés para do chão não saírem. Mas enquanto meu espírito esbanja liberdade, meu coração sofre calado por dentro. Preso a alguém maior. Talvez longe de meus sonhos, talvez longe de minha realidade. E isso me preocupa. Mas meu coração se prendeu a uma alma, de espírito livre, com planos maiores. Prendeu-se ao inusitado e ao impossível. Por isso meu coração permanece camuflado na liberdade de meu espírito.
De repente, você vê que aprendeu várias coisas. Mas não foi de repente, foi aos poucos. “De repente” não quer dizer que aprendeu rápido. Quer dizer que você não percebe que está aprendendo, até que aprende.
Você olha pra suas fotos antigas e não consegue se enxergar. Você se lembra de frases ditas e atitudes tomadas e as trata como se fosse de outro alguém. Você aprende que não há amor que não acabe, doença que não se cure, não há estrada sem fim. O caminho, sim, é sem fim. Basta torcer para estar percorrendo o caminho certo. Basta perceber que seu caminho é errado e esperar pelo próximo retorno. É uma estrada de duas mãos.
De repente, você se sente cansado de tanto aprender quando, na verdade, você está é cansado de estar rodeado de gente que não aprendeu coisa nenhuma.

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