Criar?

Cá estou. 20 anos, sem dinheiro, pouco endividado, com trabalho que não é lá essas coisas mas me garante algo no fim do mês. Com a profissão ainda não acertada apesar de já estar me descobrindo, e de pensar que este ano será possível começar a começar fazer o que realmente gosto.
Digo isso porque penso que, se você quer realmente saber o que você gosta ou o que você quer, talvez seja difícil de descobrir, encontrar aquela pontinha do pavio que precisa ser acesa. Mas, isso começa a acontecer naturalmente, quando por exemplo você percebe que já são cinco da manhã, e você continua fazendo o que começou no fim da tarde do dia anterior… Não é sufocante, é prazeroso. Não é entediante, é empolgante.
Tenho uma libertinagem para criar, acho que de tanto pensar, pensar acabam surgindo ideias diferentes, fragmentos de lá, um pouco daqui, e num piscar de olhos…. Eu durmo. hehe…
Tem dias que sinto uma imensa vontade de escrever um livro, outros de criar uma marca, um logotipo, editar uma foto mas, minha maldita cabeça pensante não me deixa quieto. Não consigo ficar vidrado e me concentrar em uma coisa. Minha cabeça coça, minha perna direita parece receber choques de tão inquieta, meus dedos da mão se tornam baterias. Puta merda, isso atrapalha. É tanta ansiedade que eu acabo fazendo por mim mesmo, sem esperar métodos, conceitos, teoria ou o que for. Na verdade acho que não detesto métodos, simplesmente não gosto de não conseguir me regrar. As vezes eu peno para acertar o nome de cada nota para afinar um violão. Não é minha praia ficar lendo dedilhados impressos, numerosinhos como 0 — 1—- 3—- 2…. Prefiro assistir a um vídeo, olhar a mão do sujeito e o som que emite. Por aqui parece não funcionar métodos… A prática é preferência e dominância.

Mas talvez seja errado! A prática sem teoria não é completa, por sinal é muito vago. Exemplo, la vou eu fazer uma marca à um cliente. Coloco azul, laranja, branco como cores principais. Vou dizer o que? Ah, azul combina com laranja, branco da paz, e a fonte eu gostei. Isso pode ser viável para um colega, mas para uma empresa em uma sala de reunião, nops.

Dessa forma, a fotografia me atrai, o design me atrai mais, a criação me atrai por inteiro, porque é fantástico criar. Criar um texto, criar um poema, criar um artigo, criar uma marca, é algo que qualquer um pode fazer, mas, porque alguns dizem não conseguir? Porque, da mesma forma em contrapartida, fazem o que você também é capaz de fazer, mas não você diz não conseguir. É uma troca de atrações.

Mas criar é não se regrar. É pegar fragmentos e criatividade, transformar em algo que até então não existia juntando todos os aspectos visuais e conceituais, com a confiança da teoria embaixo do braço, e ousadia na cuca.

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